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Guia

Mapeamento de processos:
como fazer em cinco passos.

Um mapa de processo descreve o trabalho como ele acontece, com os desvios e os atalhos.

Resposta direta

Mapeamento de processos é descrever como uma atividade acontece hoje na empresa: quem começa, quais são as etapas, quem decide, o que entra e o que sai de cada uma. O objetivo é enxergar o trabalho real antes de mudar qualquer coisa. Um primeiro mapa cabe em uma página e sai de uma conversa com quem executa o processo.

O que é mapeamento de processos?

É o registro de como um processo funciona hoje, do início ao fim. O mapa responde a perguntas simples: o que dispara o processo, quais etapas ele tem, quem faz cada uma, que informação passa de uma etapa para a outra e onde ele termina.

O mapa registra o “hoje”, com os atalhos e os desvios. O que a empresa quer que o processo seja entra depois, na padronização. É na comparação entre os dois que os problemas aparecem.

Qual a diferença entre mapear, padronizar e automatizar?

AtividadePergunta que respondeResultado
MapearComo o processo acontece hoje?Um retrato do trabalho real
PadronizarComo ele deve acontecer?Um padrão combinado e registrado
AutomatizarO que um sistema pode executar?Parte das etapas sem trabalho manual

Mapear vem primeiro porque as outras duas dependem dele: o padrão precisa partir do trabalho real, e a automação repete o processo como ele estiver. O passo seguinte ao mapa está no guia de padronização de processos.

Como fazer o mapeamento em cinco passos?

  1. Escolha um processo e defina onde ele começa e termina. “Vendas” é grande demais. “Do pedido de orçamento até a proposta enviada” cabe num mapa.
  2. Converse com quem executa. Peça para a pessoa contar o último caso que atendeu, do começo ao fim. O caso concreto traz os desvios que a descrição genérica esconde.
  3. Liste as etapas na ordem em que acontecem. Uma linha por etapa, com um verbo: recebe, confere, calcula, envia.
  4. Marque, em cada etapa, quem faz, com que informação e em que ferramenta. É aqui que aparecem a planilha paralela e a mensagem que alguém precisa lembrar de mandar.
  5. Valide o mapa com outra pessoa que faz o mesmo processo. Se as duas descrevem o trabalho de formas diferentes, o mapa acabou de mostrar a primeira coisa a resolver.

Ferramenta sofisticada não é requisito. Notações como o BPMN ajudam quando o mapa precisa ser lido por muita gente ou virar especificação de sistema. Para o primeiro mapa, uma tabela resolve.

Um modelo de mapa em uma página

O exemplo abaixo é fictício e serve para mostrar o formato. O processo vai do pedido de orçamento até a proposta enviada, numa empresa de serviços.

EtapaQuem fazCom que informaçãoOnde registraOnde trava
Recebe o pedidoAtendimentoMensagem do clienteWhatsAppPedido incompleto, sem prazo desejado
Confere o cadastroAtendimentoDados do clienteSistema de gestãoCliente novo sem cadastro
Levanta o custoOperaçãoEscopo do pedidoPlanilha própriaSó uma pessoa sabe preencher
Define o preçoComercialCusto e tabelaPlanilha própriaDesconto decidido de cabeça
Envia a propostaComercialPreço e condiçõesE-mailNinguém acompanha depois

A última coluna transforma o mapa numa lista de pontos a tratar, e mostra que duas das cinco etapas do exemplo dependem de uma planilha própria.

O que procurar no mapa pronto?

  • Etapa que depende de uma pessoa só. Quando ela falta, o processo para.
  • Controle paralelo. A planilha ao lado do sistema, que guarda a regra que o sistema não tem.
  • Informação digitada mais de uma vez. O mesmo dado entra no WhatsApp, na planilha e no sistema.
  • Decisão sem critério escrito. Desconto, prazo e prioridade resolvidos caso a caso, cada um de um jeito.
  • Etapa sem dono. O acompanhamento que todo mundo acha que outro está fazendo.

Parte desses achados se resolve com combinado e registro. O que a empresa decide registrar, e onde, é assunto do guia de gestão do conhecimento.

Como a Equilibria Tech trata isso

A Equilibria Tech constrói sistemas personalizados: o sistema que roda a operação da empresa, construído em cima do processo que ela já tem e calibrado com as regras do negócio. É um produto: uma plataforma da Equilibria, já validada em produção e calibrada com as regras de cada cliente. A mesma plataforma está em uso na OSP (contabilidade consultiva) e no Espaço Barão (eventos), configurada para cada operação.

Mapear o processo é decisão da empresa, e vem antes do sistema.

Perguntas frequentes

Dúvidas comuns sobre mapeamento de processos

O que é mapeamento de processos?

É descrever como uma atividade acontece hoje na empresa, etapa por etapa: quem faz, com que informação, em que ferramenta e com que resultado.

Para que serve mapear um processo?

Para enxergar o trabalho real antes de mudar. O mapa mostra onde o processo depende de uma pessoa, onde há controle paralelo e onde a mesma informação é digitada mais de uma vez.

O que vem depois do mapeamento?

A padronização: decidir como o processo deve acontecer e registrar essa decisão. O mapa mostra o trabalho real, e o padrão parte dele.

Preciso usar BPMN para mapear processos?

Não para o primeiro mapa. Uma tabela com etapa, responsável, informação e ferramenta resolve. O BPMN é uma notação para desenhar processos e ajuda quando o mapa precisa ser lido por muita gente ou virar especificação de sistema.

Quem deve participar do mapeamento?

Quem executa o processo. O gestor ajuda a definir onde o processo começa e termina, mas o detalhe de cada etapa está com a pessoa que faz o trabalho.

Por qual processo começar?

Pelo que mais gera retrabalho, reclamação ou dependência de uma pessoa. Um processo só, com começo e fim definidos.

Quanto tempo leva para mapear um processo?

Depende do tamanho do processo e de quantas pessoas o executam. Um recorte pequeno, com começo e fim definidos, pede pelo menos uma conversa com quem executa e uma validação com outra pessoa.

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