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Guia

Software personalizado:
o que é e quando vale a pena.

A pergunta útil é qual parte da operação precisa de um sistema que siga o processo da empresa, e qual pode seguir o padrão do mercado.

Resposta direta

Software personalizado é o sistema que segue as regras e o processo de uma empresa, em vez de pedir que a empresa se adapte a ele. Há três caminhos para chegar a ele: configurar um sistema de prateleira até onde ele permite, partir de um produto feito para o setor e calibrá-lo com as regras da empresa, ou desenvolver um sistema próprio. Vale a pena quando a operação tem regras que os sistemas de mercado não cobrem e o custo de contornar essa falta aparece todo dia, em planilha paralela, retrabalho ou dependência de uma pessoa.

O que é software personalizado?

É um sistema ajustado ao jeito como a empresa trabalha: os cadastros, as regras de preço, as etapas de aprovação, os documentos que ela emite. No mercado, o mesmo assunto aparece com outros nomes, como software sob medida ou sistema por encomenda.

O oposto é o sistema de prateleira, feito para servir a muitas empresas do mesmo jeito. Ele tende a ser mais barato e mais rápido de colocar em uso, e pede que a empresa adapte o processo ao que ele faz.

Quais são os caminhos para ter um software personalizado?

São três, e a mesma empresa pode usar mais de um: um sistema de prateleira para o financeiro, por exemplo, e outro caminho para a operação que a diferencia.

CaminhoO que éFaz sentido quandoPonto de atenção
Sistema de prateleira configuradoO sistema de mercado, ajustado até onde as opções dele permitemO processo é parecido com o de outras empresas do setorO limite da configuração. O que passa dele vira planilha ao lado
Produto de setor calibradoUm sistema feito para um segmento, configurado com as regras da empresaO setor tem regras próprias e a empresa prefere partir de algo que já funciona em outras empresas do segmentoVerificar se o produto já está em uso no setor e o que acontece quando surge uma regra que ele não cobre
Desenvolvimento próprioUm sistema escrito para a empresa, por uma equipe interna ou contratadaA regra é única e central para o negócio, e há orçamento para construir e manterPrazo, custo de manutenção e dependência de quem escreveu o sistema

A escolha pesa nos anos seguintes à implantação. Todo sistema precisa de manutenção, ajuste e evolução, e cada caminho distribui esse trabalho de um jeito diferente entre a empresa e o fornecedor.

Quando vale a pena ter um sistema personalizado?

Alguns sinais indicam que o sistema de prateleira chegou ao limite naquela parte da operação:

  • Planilha paralela. A equipe mantém ao lado do sistema uma planilha com o que ele não registra.
  • Regra que mora numa pessoa. Um cálculo, uma exceção ou uma aprovação que só alguém sabe fazer.
  • Sistemas que não conversam. O mesmo dado é digitado em dois lugares, e os números não batem.
  • Processo adaptado ao sistema. A empresa deixou de fazer algo que fazia bem porque o sistema não comporta.

Os sinais apontam para a parte da operação em que o custo de contornar o sistema já aparece todo dia, e é ali que a decisão faz sentido. Antes de decidir, vale mapear o processo dessa parte.

Quanto custa um software personalizado?

Este artigo não traz valores: o preço depende do escopo, do caminho escolhido e do fornecedor. O que dá para comparar é a composição do custo, que vai além da contratação:

ComponenteO que entra
ImplantaçãoLevantamento, configuração ou construção, carga de dados, testes e treinamento
UsoLicença, assinatura ou hospedagem, conforme o caminho
ManutençãoCorreções, atualizações e a infraestrutura que mantém o sistema no ar
EvoluçãoRegras novas, mudanças de legislação, novos processos
Tempo da equipeAs horas de quem conhece a operação, na implantação e nos ajustes

O sistema de prateleira costuma ter o menor custo de entrada, e a planilha ao lado dele também custa, em horas. No desenvolvimento próprio, a manutenção fica com a empresa ou com quem ela contratar. Peça ao fornecedor que diga, por escrito, quem paga cada linha da tabela.

Quais são os riscos, e como reduzir cada um?

  • Escopo que cresce. Comece pela parte que mais pesa e deixe o resto para uma segunda etapa.
  • Sistema testado só no fim. Peça para ver o sistema funcionando com casos reais da operação durante o projeto, não só na entrega.
  • Dependência de quem fez. Combine em contrato como a empresa recebe os próprios dados, em que formato, se decidir sair.
  • Regra que ninguém escreveu. As exceções aparecem tarde quando o levantamento registra só o caminho normal. Padronizar o processo antes ajuda.

O roteiro de perguntas para o fornecedor, etapa por etapa, está em implantação de sistema.

O que perguntar antes de escolher o caminho?

  1. Qual parte da operação precisa seguir o nosso processo, e qual pode seguir o padrão do mercado?
  2. O que acontece quando aparece uma regra que o sistema não cobre: configuração, novo escopo ou mudança no processo?
  3. Quem mantém o sistema depois da implantação, e quanto isso custa por ano?
  4. O sistema já está em uso em outra empresa? Dá para ver funcionando?
  5. Como recebemos os nossos dados se decidirmos sair?

A segunda pergunta costuma separar bem os caminhos. Vale fazê-la com um caso concreto da sua operação, e ouvir o que o fornecedor faria naquela situação.

Como a Equilibria Tech trata isso

A Equilibria Tech constrói sistemas personalizados: o sistema que roda a operação da empresa, construído em cima do processo que ela já tem e calibrado com as regras do negócio. É um produto: uma plataforma da Equilibria, já validada em produção e calibrada com as regras de cada cliente. A mesma plataforma está em uso na OSP (contabilidade consultiva) e no Espaço Barão (eventos), configurada para cada operação.

Decidir qual parte da operação precisa seguir o processo da empresa é decisão dela, e vem antes do sistema.

Perguntas frequentes

Dúvidas comuns sobre software personalizado

O que é software personalizado?

É o sistema ajustado às regras e ao processo de uma empresa, em vez de pedir que a empresa se adapte a ele. No mercado, o assunto também aparece como software sob medida ou sistema por encomenda.

Qual a diferença entre software personalizado e software de prateleira?

O de prateleira é feito para servir a muitas empresas do mesmo jeito, e a empresa adapta o processo a ele. O personalizado segue as regras da empresa, por configuração de um produto de setor ou por desenvolvimento próprio.

Quando vale a pena ter um software personalizado?

Quando a operação tem regras que os sistemas de mercado não cobrem e o custo de contornar isso aparece todo dia: planilha paralela, regra que depende de uma pessoa, dado digitado em dois lugares.

Quanto custa um software personalizado?

Depende do escopo, do caminho e do fornecedor. Para comparar propostas, some implantação, uso, manutenção, evolução e o tempo da equipe da empresa, e peça ao fornecedor que diga quem paga cada parte.

Todo software personalizado é desenvolvido para uma única empresa?

Não. Um dos caminhos é partir de um produto feito para o setor e calibrá-lo com as regras da empresa. O desenvolvimento próprio é outro caminho, que tende a ter prazo e custo de manutenção maiores.

Quanto tempo leva para implantar um software personalizado?

Depende do escopo, da qualidade dos dados e da disponibilidade das pessoas da empresa. As etapas e o que fica com cada lado estão no guia de implantação de sistema.

Se eu contratar um sistema personalizado, fico preso a quem fez?

O risco existe em qualquer caminho. O que reduz é combinar em contrato como a empresa recebe os próprios dados, em que formato, e quem mantém o sistema se a relação terminar.

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